Troller T4 2018: preço, informações e ficha técnica

Troller T4 2018: preço, informações e ficha técnica
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A Troller apresentou a nova geração do jipe T4. A marca brasileira, que pertence à Ford divulgou informações técnicas e de equipamentos.

Lançado em 1996, o Troller T4 feito em Horizonte (Ceará) surgiu como cópia-carbono do antigo Jeep Wrangler de 1986. Comprada pela Ford em 2007, somente com a segunda geração do T4 a Troller conseguiu se livrar da incômoda semelhança.

“O original era muito parecido com o Jeep e agora tem mais personalidade”, elogia o criador João Marcos Ramos, chefe de design da Ford, criado do novo T4 e responsável também pelo desenho do EcoSport e novo Ka.


Realmente, o utilitário é a reencarnação do conceito TR-X apresentado no Salão de São Paulo de 2012. Não ficou nada daquele original dos anos 90 que surgiu com motor VW AP e peças de prateleira de outros fabricantes. Além do desenho, a Ford investiu mais na qualidade. “Ele perdeu esse ar rústico e caseiro para se tornar algo mais profissional. Esse conteúdo a mais vai aumentar o escopo de compradores”, aposta Ramos.

O modelo chega às lojas entre o fim de julho e o início de agosto, mas os preços ainda não foram divulgados.

Troller T4 2015-2

A certeza é que o modelo sofrerá um aumento de tabela entre 12 e 15%. O T4 atual é vendido por R$ 96.844. Assim, a nova geração deverá ser comercializada na faixa dos R$ 110 mil. O novo T4 será produzido na planta da Troller em Horizonte (CE).

O jipe será oferecido em versão única, equipada com motor a diesel de cinco cilindros de 3.2 litros e transmissão manual de seis marchas.

A potência é de 200 cavalos, e o torque, de 47,9 kgfm. O conjunto motor-câmbio é proveniente da picape Ranger.

A versão anterior também tinha um 3.2 diesel, mas de 4 cilindros e 165 cv, com 38,75 kgfm. Nos dois casos, a tração é 4×4, com um botão seletor, entre os modos tração em duas rodas, tração nas quatro rodas e nas quatro rodas reduzida. O modelo 2016 / 2018, conheça o novo modelo 2019, o que mudou deverá trazer poucas mudanças.

De fibra….

Como antes, o Troller continua a ter carroceria em fibra de vidro, só que com uma tecnologia mais avançada que a laminação feita manualmente. Chamada de Sheet Molding Compoud (SMC), a técnica indica que a fibra é moldada por pressão em chapas. O material não exige tanto retrabalho e, junto com o novo processo de produção, vai ajudar a elevar a capacidade de cerca de 1.500 unidades por ano para 4 mil carros.

Embora o chassi seja próprio, a mecânica é o cinco cilindros turbodiesel 3.2 da picape Ranger, com o mesmo ajuste de 200 cv a 3 mil giros e 47,9 kgfm de torque entre 1.750 e 2.500 rotações. O anterior 3.2 de quatro cilindros rendia 165 cv e 38,8 kgfm de torque. O câmbio do modelo 2017 e 2018 passou a ser de seis marchas contra o antigo de cinco. Dá para levar os 2.140 kg  do Troller com entusiasmo.

Espichado….

Embora pequeno, o primeiro T4 não é exatamente um jipinho. Ele tem 3,94 metros de comprimento e 2,41 m de entre-eixos. O novo bate nos 4,09 m e espichou um bocado no entre-eixos de 2,58 m. Já basta para levar quatro adultos, sendo que atrás há espaço suficiente para pernas e cabeça de adultos com 1,80 m, no que ajuda os ressaltos no teto. O que pega é o acesso, prejudicado pela altura e pequeno vão de entrada, tal como o porta-malas de risíveis 134 litros. Ao menos o interior está bem melhor cuidado e trouxe da Ranger requintes como ar-condicionado duas zonas e bancos de couro, além de agradar os jipeiros e suas traquitanas com a tomada 12V no console e também no painel. Deve apenas um ajuste de altura para o banco, disponível para a coluna de direção.

Troller T4 2015-3

Parece mais refinado mas como se sai na cidade e estradas? Andando no asfalto, a primeira coisa que se nota é o torque estúpido que chega com tudo logo acima dos 1.500 giros. Os engates do câmbio são mais curtos e precisos que na Ranger e o Troller avança com facilidade.

Aquele jeito brucutu foi mantido nas suspensões a eixo rígido, que ajudam na robustez do fora de estrada e exigem atenção nas curvas, até pela falta de controles de estabilidade e de tração.. A suspensão quica com força a qualquer imperfeição e submete os ocupantes a um molejo longitudinal e lateral. Essa ginga é explicada pelo deslocamento dos pesados eixos, que conectam as rodas e amplificam imperfeições que só agiriam sobre uma roda em um sistema independente. Ao menos a precisão direcional aumentou muito e o volante não exige as correções constantes do T4 antigo em retas.

Mesmo com entre-eixos maior, o novo T4 extrapola a capacidade offroad do original. Para você ter uma ideia, o modelo antigo tem 50º de entrada e 37º de saída. Segundo Autoesporte apurou, o novo chega a 54º de entrada e 40º de saída. A altura de rodagem foi mantida em bons 31 centímetros. Junto com a tração 4X4 com acionamento por botão e reduzida, nos encorajou a procurar um bom ringue de lama para o primeiro encontro com o Jeep Wrangler.

O resultado? Ambos atolaram em um lamaçal durante a sessão de fotos. Não tem jeito, os pneus 255/65 aro 17 são 70% onroad e apenas 30% off, ou seja, viram slick na lama. Pelo menos a Troller dispõe das opções todo-terreno e mud (lama) como opção homologada, sem perder a garantia com alterações. Também há um pacote vasto de acessórios, como a divisão Mopar faz com o Jeep.

Quando as primeiras fotos oficiais apareceram na internet, o Troller T4 foi elogiado pela imprensa norte-americana, que logo associou o modelo ao antigo Ford Bronco, utilitário parrudão feito de 1966 a 1996 que deixou órfãos por lá. Alguns sites pediram até o retorno do modelo, mas, ao contrário daqui, por lá os utilitários tem que trazer as bolsas infláveis de série, o que impediu a importação do Land Rover Defender os Estados Unidos. Pelo visto, isso pode impedir o sucesso dele em trilhas internacionais.

O visual do jipe é inspirado no conceito TR-X, apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, em 2012. Em relação ao atual T4, é completamente novo, a começar pela plataforma.

O visual está mais parrudo, com novos conjunto ótico (faróis), grade e para-choques. Na traseira, as lanternas conservaram o formado, mas ganharam iluminação por LEDs.

Troller T4 2015-4

Entre os equipamentos de série, há direção hidráulica, ar-condicionado digital de duas zonas, rádio com CD-Player e conexão Bluetooth e USB, vidros e travas elétricos e teto solar panorâmico duplo (o vidro fica exposto, sem possibilidade de abertura e sem capa). Segundo a Troller, o porta-malas acomoda até 134 litros, com possibilidade de rebater os bancos traseiros em dois estágios.

Preço:

Estimado de R$ 110 mil.

Ficha Técnica: 

Motor: dianteiro, longitudinal, cinco cilindros em linha, turbo de geometria variável, 3.198 cm³, diesel;
Potência: 200 cv a 3.500 rpm ;
Torque: 48 kgfm de 1.700 a 2.500 rpm; 
Transmissão:manual de seis marchas, tração 4×2 (traseira), 4×4 e 4×4 reduzida; 
Direção: hidráulica;
Suspensão: eixos rígidos com molas helicoidais na dianteira e traseira;
Freios: discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS; Rodas: aro 17 com pneus 265/65 R17;
 Peso: 2.140 kg;
Porta-malas: 134 litros;
Tanque: 62 litros; 
Dimensões: comprimento 4.095 mm, largura 1.977 mm, altura 1.966 mm, entreeixos 2.585 mm;
Especificações fora-de-estrada: ângulo de entrada 51°, ângulo de saída 51°, altura livre do solo 20,8 cm;

T-4 4×4 3.0 Turbo Intercooler Capota Rígida Diesel

Ano/modelo Código FIPE Preço (R$)
2006 Diesel 056007-3 52.194,00
2007 Diesel 056007-3 56.952,00
2008 Diesel 056007-3 59.611,00
2009 Diesel 056007-3 62.145,00
2010 Diesel 056007-3 65.895,00
2011 Diesel 056007-3 70.610,00
2012 Diesel 056007-3 73.055,00
Zero KM a diesel 056007-3 86.530,00

T-4 4×4 3.2 20V TDI Capota Rígida Diesel

Ano/modelo Código FIPE Preço (R$)
2015 Diesel 056012-0 103.442,00
2016 / 2018, conheça o novo modelo 2019, o que mudou Diesel 056012-0 108.810,00
2017 Diesel 056012-0 112.940,00
Zero KM a diesel 056012-0 125.886,00